quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cálice

Se você fosse meu...
De manhã eu acordaria sozinha, porém quando eu fosse até a cozinha você estaria lá.
A tarde apareceria na janela da minha sala dizendo que sente a minha falta e que me esperaria em casa.
E quando a noite caísse beijaria meus pés e me permitiria dormir no seu ombro.
E juntos assim naquela tarde de domingo, você olha para as gotas de chuva na janela enquanto eu, de olhos fechados, sinto a sua respiração. Mergulhados na profundidade que nós mesmos criamos. No nosso mundo onde nenhum outro ser pode entrar. Em uma casa onde todas as portas e janelas estão fechadas com um piano que só pode ser tocado por um fantasma. Eu não desejaria mais a liberdade se a minha prisão fosse você.
Como os balanços da minha infância, sozinhos no parque esperando que alguém os complete com delicadeza e beleza. Beleza esta que só posso encontrar enquando olho nos seus olhos, beleza esta que alimenta a minha alma com uma substância invisível e , a qual todos os homens já lutaram para conseguir mesmo sem saber. Não sei do que posso chamar. Para alguns é a cura e para outros é a morte, para mim porém, as duas. Assim como é para toda a humanidade.

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