domingo, 3 de abril de 2011
Jack
Pensei em você durante toda a escuridão. Pensei na maneira como você me intoxica com seu doce veneno de anjo negro. Achava que você viria com a noite e desapareceria com ela, mas me enganei. O sol agora já nasceu e a cidade começou a acordar, mas você continua dentro de mim como a nota mais bela que eu já toquei. Mas eu sei, que você não pode ser nada mais do que uma música para mim, a qual eu posso sentir, porém nunca tocar. Não quero que me conheça, apenas continue alimentando essa ilusão. Nunca vou passar de uma mentira tentando te conquistar. Se ao menos eu pudesse te colocar com o piano debaixo da escada e olhar enquanto você toca uma música que jamais será minha ou enquanto desvia o seu olhar para adimirar o horizonte. Direi que não vejo problema em você ir embora, enquanto as lágrimas do ciúme lavam o meu rosto sujo pelas máscaras que eu uso para não me render ao fato de que eu sempre desejo que você fique e me dê pequenos restos do seu afeto. Nem me lembro mais quantos cigarros eu fumei na esperança de encontrar um novo vício, um vício que não seja humano nem encantador como você. Um vício que me faça esquecer o jeito com que você me olha e fala comigo, como se de fato acreditasse que eu sou muito mais que uma criatura do submundo.
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